19 dezembro 2008

Partiu!


Faleceu hoje 20/12/2008 as 07 hs e 55 min. minha mãe a Colunista Social do Jornal da Manhã de Criciúma Zuleide Fernandes de Oliveira. Os serviços funerais foram realizados no Cemitério Municipal do bairro São Luiz. Seu enterro ocorreu as 19:00 horas .
Um beijo minha mãe querida! Tua missão foi cumprida com galhardia, baseada na ética e na verdade! Teus dois filhos, genro e nora e teus quatro netos continuarão tua missão! Tendo tu como luz à iluminar nosssa caminhada. Die Luz!

13 dezembro 2008

LAGUNA MARAVILHOSA


Laguna, Sul de Santa Catarina, Brasil.

Os pescadores utilizam a ajuda de golfinhos-nariz-de-garrafa (aqui denominados botos) que vivem na Lagoa Santo Antônio dos Anjos para capturarem tainhas. Os botos conduzem os cardumes para as praias, direto para as tarrafas.

Esta parceria existe há muitos anos na região. Este espetáculo entre a inteiração do homem com os golfinhos só existe em três lugares do mundo: na costa da Austrália, na Mautânia no continente africano e em Laguna.

Vale a pena ver de perto! Vá à Laguna!

Nome popular: Boto, golfinho-nariz-de-garrafa.
Nome científico: Tursiops truncatus (Montagu, 1821)
Ordem: Cetacea
Subordem: Odontoceti
Família: Delphinidae
Características: Corpo robusto, coloração dorsal acinzentada, com ventre e laterais mais claros. Nadadeira dorsal alta e falcada, situada no meio do dorso. Rostro curto e largo, distinto do melão através de uma nítida demarcação. Mandíbula levemente maior que a maxila. Possuem de 18 a 26 dentes em cada lado da maxila e mandíbula.
Comprimento total (adulto): 3,5 m.
Massa corporal (adulto): 300 a 350 Kg.

O PAI DE GAIA

Você se chama de "ambientalista" ou "ecologista"? Defensor do meio ambiente?

Assista a este vídeo primeiro! Responda depois!

Confira os documentários sobre o ambientalista José Antônio Lutzenberger que destaquei. "Perca" um pouquinho de seu tempo e assista com a mente e o coração abertos ...mas escute com atenção!


Autor: RBS TV RS
Duração: 27:48
Publicado em: 21/08/08
Título: O Legado Lutzenberger.
Conheça O LEGADO LUTZENBERGER, uma pequena parte da história de um visionário, um homem à frente do seu tempo, que lutou para ajudar a salvar o planeta. O brasileiro José Antônio Lutzenberger, falecido em 2002, ministro do Governo Collor e Prêmio Nobel Alternativo de 1988, tinha idéias firmes e claras sobre ecologia. No programa, dirigido por Frank Coe, depoimentos inéditos de Lutzenberger e de amigos e ecologistas.

"É impressionante a atualidade do pensamento do Lutzenberger. Trata-se de uma nova forma de pensar que inclui todos na construção de um mundo melhor, do nosso planeta. Somos todos responsáveis"! (Tania Kowarick 10/06/08)


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De lambuja assista este documentário MEMÓRIA DO MEIO AMBIENTE executado pela TV Mercado Ético, com apoio do MMA, postados no YouTube. Vai valer a pena!

Parte I


Parte II


Parte III


Parte IV


Agora pode responder.

Ou pode repensar e responder mais tarde.

O "tarde" ...só depende de você.
Tomara não seja ...demais!

12 dezembro 2008

AVISO EM PORTO ALEGRE

Recebi de um amigo gaucho e legitimo gremista um email.

O Zé se mostrou um pouco revoltado, ja que recebeu de um "amigo" catarina, uma foto com um alerta (até de cunho preventivo sanitário), flagrado numa mercearia em Porto Alegre!

Que é isso Zé! Amigo é prá estas coisas! Acho até boa a idéia! O que vem de gaucho pro nosso litoral neste verão ...é "côsa medonha"! Vamos disseminar a idéia por aqui!

Vai que vem alguém desavisado né!!??? Acho que vou fazer um monte prá vender!

COMO SURGIU O ARMÁRIO?


De acordo com a professora de decoração Wylma Ferraz, da escola Colméia, antigamente as pessoas guardavam as roupas em baús e caixotes, sempre na horizontal.

Apenas por volta dos séculos IX e X d.C. começaram a aparecer os primeiros armários verticais. “Eles tinham este formato pois eram feitos para guardar espingardas – daí o nome ‘armário’, derivado de arma”, explica Wylma.

Segundo ela, as peças eram sempre de madeira, material abundante e relativamente fácil de manusear.

Ahhhh .....agora eu entendi! Armário porque guardava armas!

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TÁ ...MAS ...E O MÁRIO?

Dia destes, me ligou um amigo de Floripa e no meio da conversa mandou:

-“Quem te mandou um abraço aqui da “côrte” foi o Mário”?
-"Mário? Que Mário? Áh... pára de sacanagem"?
-"Não... não é nada disso, te acalma! Agora ele mudou de profissão aqui nas "Oficinas do Rei"!
-"Como assim"? Retruquei já meio desconfiado.
- "O Mário ....aquele que "guarda" dinheiro dentro da gaveta no armário"!
-"Tá bom....hshshshsh....um abraço nas crianças"!

É o Mário não é mais aquele. Está ficando esperto. Trocou o colchão por um lugar mais seguro! Também né, o colchão já tava dando dor nas costas, tadinho. Vai ver são ordens da "Dona Carochinha", a "Conselheira Real"!

Obs.: Qualquer semelhança com fatos reais acontecidos nas "Oficinas do Rei" é mera coincidência. Isto é pura invenção e ficção. E deixa o Mário usar ...senão ele te pega atrás do armário!

11 dezembro 2008

E A MOTOSSERRA DE OURO "GOES TO" ....

...por enquanto para o Ministro da Agricultura Reinhold Stephanes.

E o Minc que se cuide! Quero ver se agüenta o "tranco" dos ruralistas! Não vai ser Fácil!

Obs.: A foto foi "molecagem digital", na realidade o Ministro é pessoa polida e bem nascida.

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GOVERNO E RURALISTAS CONTRA AS FLORESTAS

Na última terça (02/12/08), o ministro do meio ambiente Carlos Minc ouviu de seu colega da Agricultura, Reinhold Stephanes, e de ruralistas, os detalhes da proposta de alteração do Código Florestal.

Se aprovada, os brasileiros podem dizer adeus ao que resta de florestas em propriedades particulares país afora. Para começar, as áreas de preservação permanente (APP's: topo de morro, margem de rios, áreas de nascentes, etc.) poderão ser computadas como reserva legal (percentual que o proprietário deve por lei manter preservado, dependendo do bioma).

Para recuperá-la, o fazendeiro poderá se valer de espécies exóticas em até metade da área num prazo de no máximo 20 anos. Se quiser, poderá compensar a ausência de reserva legal em outros estados, em outro bioma ou bacia hidrográfica. Esta medida é capaz de condenar à total degradação as áreas que já estão abertas ou em processo de desmatamento.

Hoje, várias entidades civis chutaram o pau da barraca e distribuíram manifesto onde informam que abandonaram as conversas com o governo. "Não é possível discutir e negociar com um ministério que, em detrimento do interesse público, se preocupa apenas em buscar anistias para particulares inadimplentes. Para ter credibilidade, o processo de negociação sobre código florestal deve ser vinculado à obtenção do desmatamento zero, conforme assumido pelo presidente da república, e ao cumprimento da legalidade em todo o território nacional", dizem as organizações não-governamentais.

04/12/2008 - 14:37
Mais notícias em: http://www.oeco.com.br/capa

MOTOSSERRA DE OURO.


Atendendo à fortíssimo lobby, principalmente do setor imobiliário, a administração "Motosserra de Ouro" está "loteando" o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. Desconsiderando totalmente ampla discussão com a sociedade, o "Imperador" enviou para a ALESC Projeto de Lei que "mutila" a maior Unidade de Conservação de Santa Catarina.

Grande parte da área que se pretende ver "desanexada" fica, é claro no litoral, em área de restinga e portanto APP. Mas a sede incontrolável dos "loteadores" e também do "setor turístico", além daqueles que criam uns "boizinhos" e plantam pinus e eucaliptos, insistem em achar que podem à qualquer hora, à qualquer momento, fazer o que quiserem com os chamados "bens de uso comum do povo" e "essenciais à sadia qualidade de vida".

Depois da última árvore derrubada este povo vai descubrir que dinheiro não se come. Mas merda pode viu! E tem bastante por aí!!!

Abaixo-assinado contra o Projeto de Lei nº 347.3/08, que reavalia e define os atuais limites do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro e institui o Mosaico de Unidades de Conservação da Serra do Tabuleiro e Terras de Massiambu, já circula na rede.

ASSINE E FAÇA A SUA PARTE (antes que seja tarde demais): http://www.abaixoassinado.org/assinaturas/assinar/3184

Mas o Deputado Estadual Décio Góes, Coordenador do Fórum Parlamentar do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, emitiu nota e carta denunciando a falcatrua (ou isso tem outro nome?). Repasso para o deleite dos inimigos da natureza e preocupação dos amigos.
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PROJETO DO EXECUTIVO IGNORA 3 ANOS DE TRABALHOS DO FÓRUM DO SERRA DO TABULEIRO.

O desrespeito do Governo do Estado de Santa Catarina com o Fórum da Serra do Tabuleiro foi o destaque do deputado Décio Góes em sua intervenção na tribuna da ALESC nesta manhã. Ao encaminhar no dia 11 de novembro o PL 347.3/08, que institui o Mosaico de Unidades de Conservação do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, o Governador ignorou o trabalho de mais de 3 anos que envolve cerca de 2 mil pessoas em pelo menos 100 reuniões e audiências realizadas na busca por uma solução para os problemas existentes na região.

O deputado lembrou o esforço conjunto que o Grupo de Trabalho tem feito ao promover um processo interinstitucional, democrático e participativo, voltado à solução dos principais problemas existentes na mais importante Unidade de Conservação de Santa Catarina. O GT é constituído por entidades como FATMA, ONG´s Ambientalistas, Ministério Público Estadual, representantes das comunidades atingidas, prefeituras e câmaras de vereadores da região.

A solução apresentada através do PL, além de não estar legitimada pelo processo e pela maioria dos atores envolvidos, possui incoerências técnicas e jurídicas e não atende os interesses da maioria da sociedade local e regional. O parlamentar lembrou ainda do dever moral e da responsabilidade socioambiental ao alertar para o fato de que a solução apresentada através do projeto, além de não estar legitimada pelo processo nem pelos envolvidos, possui incoerências técnicas e jurídicas e não atende os interesses da maioria da sociedade local e regional. “Ignorar o processo e os seus resultados se constitui numa afronta à imagem da própria ALESC ao esforço dos diversos atores mobilizados pelo Fórum Parlamentar” declarou o deputado.

Uma carta foi encaminhada aos demais deputados onde o coordenador do Fórum expõe os esforços do GT e pede a retirada do projeto. “Daí a nossa decisão de exigir, numa atitude extrema, a retirada da matéria da pauta de votação, de modo que os compromissos assumidos pelo Fórum Parlamentar tenham continuidade e sejam concluídos”, finalizou.

Deputado Décio Góes

Coordenador do Fórum Parlamentar do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro

10 dezembro 2008

DE GAULLE TINHA RAZÃO!

DEFINITIVAMENTE: "Este não é um país sério"!
Pensei em escrever alguma coisa sobre estes novos eventos da desgraça da corrupção em nosso país, especialmente mais uma "cueca recheada" (na foto frente e verso da cueca de um corrupto). Mas vi o Jabor na Globo e...não precisa dizer mais nada!


NÓS MERECEMOS!!!
PQP ... é "poste mijando no cachorro"! Ver a cúpula do Poder Judiciário do Espírito Santo presa e envolvida em falcatrua é de doer! É de "chorar em alemão"!

Então: Fala Jabor!


SEU PC NÃO ESTÁ COM PROBLEMAS NÃO! A GLOBO TIROU O VÍDEO DO AR! PROCUREI E NÃO ACHEI MAIS! CENSURA RIMA COM DITADURA! SACANAGEM.....

Então procurei no YouTube e achei o comentário sobre o Dia Internacional Contra a Corrupção no Jornal da Globo em 9/12/08. Vamos ver se o vídeo da Globo volta ao ar....

...a palavra final que está inaudível é ...JUSTIÇA!!??

ENFIM UMA REPORTAGEM SÉRIA!

A Globo deu "uma dentro".

Sem sensacionalismo e "ototidade" querendo faturar politicamente sobre a "tragédia ambiental" em Santa Catarina .....fica melhor entender!

Mas faço um pequena (grande?) observação! Algumas das áreas de encosta mostradas onde a repórter fala em "coberta por mata nativa" na verdade estão recobertas por plantação de eucaliptos e bananais. Observe também que a base dos morros e colinas estão ocupados e desmatados, criando uma "área de fragilidade" para a fuga da água absorvida pelo solo! Fragilidade na base, a encosta desliza independentemente de ser coberta ou não por vegetação!

Preste atenção nas imagens, o texto tem lá as suas ressalvas!


08 dezembro 2008

A DOR QUE NUNCA PASSA

Autor: Marina Silva*.
Portal TERRA Publicado em 03/12/2008.

Nos anos 1970, quando abriam a BR-364 no Acre, ela cortou ao meio o Seringal Bagaço, onde eu morava com minha família. À derrubada da mata seguiu-se uma epidemia violenta e incontrolável de sarampo e malária.

Era gente doente ou morrendo em quase todas as casas. Perdi um primo e meu tio Pedro Ney, que foi uma das pessoas mais importantes da minha infância. Morreu minha irmã de quase dois anos e, quinze dias depois, outra irmã, de seis meses. Seis meses depois, morreu minha mãe. Tudo era avassalador, assustador. Uma dor enorme, extrema, que nunca passou. Para sair disso, tivemos que reconstruir, praticamente, o sentido inteiro do mundo. Aceitar o inaceitável, mas carregá-lo para sempre dentro de si. Ir em frente, enfrentar a dureza do cotidiano, sobreviver, cuidar dos outros. Viver, enfim, e dar muito valor à vida e às pessoas.

Em 1985, numa das maiores enchentes do rio Acre em Rio Branco, eu morava no bairro Cidade Nova, na periferia da cidade, numa pequena casa de onde tivemos que sair às pressas, levando o que foi possível numa canoa. O resto foi levado pelas águas, inclusive o único retrato que tínhamos de minha mãe.

Penso agora nisso tudo e acho que consigo entender o que sentem os catarinenses, mas ainda estou longe de alcançar o significado estarrecedor de uma perda tão total e instantânea como a que sofreram.

Na escuridão, o morro descendo, destruindo tudo, a busca desesperada pelos filhos, a impotência. E, depois, descobrir-se só em meio ao caos: acabou a casa, foram-se as pessoas amadas, o lugar no mundo. Não há mais nada, só a vida física e a força do espírito.

Meus filhos andam pela casa com todo vigor, com toda a beleza da juventude, e sequer consigo imaginar o que seria, de uma hora para outra, vê-los engolidos pela terra, debaixo de toneladas de escombros ou mutilados para o resto da vida. É algo terrível demais até no plano da imaginação. Fere a própria alma tão fundo que chega a ser impossível entender plenamente a profunda tristeza de quem enfrenta essa realidade.

Na Londres de 1624, os sinos da catedral de São Paulo, onde o poeta John Donne era o Deão, tocavam quase ininterruptamente anunciando as milhares de mortes causadas pela peste. Atingido por grave enfermidade (que chegou a ser confundida com a peste) Donne escreveu então um de seus textos mais conhecidos, a Meditação XVII:

"Nenhum homem é uma ilha, sozinho em si mesmo; cada homem é parte do continente, parte do todo; se um seixo for levado pelo mar, a Europa fica menor, como se fosse um promontório, assim como se fosse uma parte de teus amigos ou mesmo tua; a morte de qualquer homem me diminui, porque eu sou parte da humanidade; e por isso, nunca mandes indagar por quem os sinos dobram. Eles dobram por ti.”

Hoje, no mundo, os sinos dobram por todos nós e para nos acordar. Grandes desastres podem virar acontecimentos corriqueiros. Não se pode afirmar peremptoriamente que a tragédia de Santa Catarina deriva, em linha direta, das mudanças climáticas identificadas no relatório do IPCC, o Painel Internacional de Mudanças Climáticas da ONU. Mas em tudo se assemelha às previsões de possíveis impactos da mudança no clima do sul do Brasil, até o final do século 21.

A natureza, numa pedagogia sinistra, parece exemplificar o que significam esses fenômenos extremos que, em várias regiões do planeta, tenderão a provocar períodos de seca muito mais severos e outros com precipitações intensas.

As ações de mitigação necessárias e as adaptações para enfrentar esses efeitos e reduzir nossa vulnerabilidade diante deles ainda são precárias e estão atrasadas. Os países ricos, detentores de recursos, conhecimento e tecnologia, já avançam em medidas para se proteger. As piores conseqüências deverão recair sobre os países pobres e os em desenvolvimento. A urgência é auto-explicável. Não é um cientista quem o diz e nem um livro. É a natureza, cujos avisos e alertas têm sido insanamente ignorados.

O Brasil, que ontem lançou o seu Plano Nacional de Mudanças Climáticas, não tem como deixar de fazer a sua parte, mesmo sem os meios disponíveis nos países ricos. O acontecido em Santa Catarina é um sintoma e deve ser seguido de um esforço de grandes proporções, de início imediato, para tentar evitar que se repita.

É preciso que cada um de nós, autoridades públicas, empresas e cidadãos, pensemos nos mortos, nas famílias inteiras soterradas, nas vidas destroçadas debaixo do barro, antes de sermos tolerantes com ocupação em encostas, com destruição de matas ciliares, com o adensamento de áreas de risco, com mudanças de conveniência nas legislações. Não há mais espaço para empurrar os problemas ambientais com a barriga, como tentam fazer alguns, e deixar para "o próximo" o ônus de medidas ditas antipáticas. A omissão que ceifa vidas humanas tem que acabar, mesmo à custa de incompreensões.

Nos tempos atuais, há mais um componente na agenda ética: não se deixar corromper diante das pressões para ignorar a proteção ambiental e as medidas de precaução exigidas pela intensificação dos fenômenos naturais. Quem detém algum tipo de representação pública deve se convencer de que é preciso mudar profunda, rápida e estruturalmente os usos e costumes, de modo a preparar o País para um futuro de sérios desafios ambientais. Cada vez mais, não é só uma questão de errar, corrigir o erro e aprender com ele. Agora a palavra de ordem é prevenir o erro, para que não se repitam os olhares perdidos, os rostos esvaziados, o choro inconsolável, a desesperança e as mortes que vimos nesses últimos dias em Santa Catarina.

* Marina Silva é professora secundária de História,
senadora pelo PT do Acre e ex-ministra do Meio Ambiente.

06 dezembro 2008

FLORIPA NOVEMBRO DE 1979

A LUTA CONTINUARÁ! PELO TEMPO QUE TIVER QUE DURAR!

Hoje à tarde em Tubarão num bate-papo com o Júlio lembramos Floripa em novembro de 1979. Corremos um bocado, escapamos da "borracha" e da "porrada", mas jovens "bons de perna", sobrevivemos e hoje damos risadas.

Bons tempos! Boa luta! O Figueiredo era realmente um "hijo de puta"! O povo tinha razão! Como também não tinha como errar a orelha (que não era pequena) do Cesar Calls. Foram ao Senadinho tirar satisfação com o povo, tomaram "nas ventas"!!!

"- NEM VEM QUE NÃO TEM ...Ô." - Gritou um "senador". - E o povo aplaudiu e vibrou!

Traçando um paralelo com os dias de hoje, coisa assim não se vê mais. Será que nosso povo perdeu a capacidade de mobilização e reinvidicação ou os tempos são outros? Nossa "democracia" realmente existe? Está amadurecendo? Madura? Ou já caiu do pé? Sei lá! Não sei!

Tanta sacanagem! Tanta falcatrua! E os "caras pintadas" à espera do comando da Rede Globo. Tadinho do meu povo! Elegendo gente que não vale nem um ovo!

Mas a Luta continua! Continuará ....

E lembrando dos bons tempos ....

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El pueblo unido jamás será vencido!

La patria está forjando la unidad.

Millones ya, imponen la verdad,

sus manos van llevando la justicia y la razón!


SALVEM A VIDA.


MOBILIZAÇÃO CONTRA APROVAÇÃO DO “CÓDIGO DE DESTRUIÇÃO DO MEIO AMBIENTE DE SC” CONTINUA.


A mobilização contra a aprovação do Projeto de Lei 238/08, que institui o Código Estadual do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina, ganhou novo fôlego esta semana, com a ampliação do prazo para apresentação de emendas e votação. A ampliação, que agora se estende até 31 de março de 2009, foi concedida pelos parlamentares depois da articulação de vários setores contrários ao projeto com o texto da forma com seria aprovado. Uma das mobilizações é o abaixo-assinado virtual, criado no site do Comitê do Itajaí, que pede uma construção democrática do código catarinense.

Na primeira fase, o abaixo-assinado cumpriu a finalidade de engrossar os pedidos de uma discussão mais aprofundada do projeto, que estava tramitando em regime de urgência e que seria votado no dia 17 de dezembro. Ele foi entregue aos presidentes de comissões com mais de duas mil assinaturas colhidas pela internet. Os professores contaram com o apoio da bancada de oposição na Assembléia, que apontava a situação contrastante entre a relevância da matéria e a pressa na tramitação.

Participaram desse grupo as professoras Beate Frank e Sandra Irene Momm Schult (FURB) e os professores Gilberto Valente Canali e Lino Fernando Bragança Peres (UFSC). O manifesto foi composto por um ofício assinado pela presidente do Comitê do Itajaí, Maria Izabel Sandri, o abaixo-assinado e um artigo sobre o código e a tragédia catarinense, subscrito por professores da FURB, UFSC, UNIVALI E UNESC, além de representantes de entidades da área de recursos hídricos, engenharia e meio-ambiente.

Os opositores ao texto do PL. 238/08 sustentam que se o código catarinense for aprovado do jeito que está vai erradicar anos de construção de políticas públicas ambientais, diminuindo os limites fixados por leis federais. Para eles, o código atende a interesses de grupos econômicos e políticos e permitirá ainda mais a ocupação de áreas vulneráveis (encostas, margens, nascentes, restingas, mangues).

Ao considerar essas questões, os professores apelaram aos deputados que tivessem cautela e promovessem uma discussão mais aprofundada sobre o conteúdo e as conseqüências do projeto em tramitação, cuja aprovação poderia "agravar ainda mais a vulnerabilidade da ocupação humana e o equilíbrio ambiental".

O abaixo-assinado continua acessível na internet, agora fazendo um convite à mobilização social para a construção democrática do Código Estadual do Meio Ambiente. O pleito é no sentido de que o Código atenda aos parâmetros legais estipulados pela Constituição Federal de 1988: "(...) manutenção de um ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida".

Até à tarde de sexta-feira, dia 05/12/2008, o abaixo assinado já contava com mais de 4.500 assinaturas.
O abaixo-assinado pode ser acessado no site www.comiteitajai.org.br/abaixoassinado/


Lourdes Sedlacek
e Eumar da Silva
Fundação Agência de Água do Vale do Itajaí (FAAVI)
Assessoria de Comunicação – Fone (47)3221-6213

04 dezembro 2008

FILHO FEIO NÃO TEM PAI!

A EPAGRI SABE TUDO AGORA....
Tudo bem, o Eng. Agronômo José Augusto Laus Neto até que falou bonitinho, tudo certinho mostrando conhecimentos que vão além das suas habilitações profissionais. Mas daí à dizer que o entrevistado “matou a charada” e ponto final, vai uma distância muito grande.

A RBS continua "jogando prá torcida" e ignorando grandes nomes da comunidade científica catarinense, especialmente renomados nomes da FURB, UNIVALI, UFSC dentre outras Universidades! Até agora não vi nenhum especialista em Gestão Ambiental falar. Ambientalistas ....nem pensar nééé RBS!




Só dá EPAGRI e nota dez p’rá eles!

Souberam como ninguém escapar da "extinção" proposta no ínicio do "Império LHS" e agora sabem de tudo: metereologia, meio ambiente sistema de controle ambiental, etc. Só esquecem de dizer que além de fomentar a produção agrícola com verdadeiros conflitos com as normas de proteção ambiental, ajudaram a formatar e são defensores do "Código de Destruição Ambiental”.

Agora eu entendo porque tantos técnicos da EPAGRI hoje prestam serviço lotados na FATMA “por toda Santa Catarina”. Agora eu entendo porque a FATMA não participa mais com seus técnicos e fiscalização no programa Micro Bacias. Imagina! O negócio é produzir!


Nas audiências públicas, embaladas pela ALESC/SC e com ampla participação da “comunidade agrícola” devidamente acompanhada pelos técnicos da EPAGRI, para discussão do malfadado Código escutamos muito:

“- Reserva legal, mata ciliar, proteção de nascentes respeito à legislação ambiental não estão permitindo ao pequeno produtor rural sustentar suas famílias e o pior, estão sendo tratados como “bandidos” pelos “órgãos ambientais”.
“- O crescimento econômico catarinense está seriamente ameaçado com as limitações da legislação ambiental.”
“- Mata ciliar não protege o rio coisa nenhuma.”
“- Quem fala contra o novo Código nunca plantou um pé de cebola.” (Eu pensei cá comigo: Eu não planto mas, eu compro!)

Mas como “filho feio não tem pai”, depois desta desgraça ambiental que se abateu sobre Santa Catarina, quem poderá nos salvar? Ah....a EPAGRI é claro! É a única empresa pública de SC que está presente em todos os municípios catarinenses. Têm “força política”! E ao que parece entende de tudo! Até de fazer lei!

Mas escuta aqui ô ...não fica brabinho não viu! A EPAGRI presta bons serviços aos catarinenses especialmente no campo da pesquisa. Vai ver isso é ciumeira boba de quem trabalha na FATMA há 23 anos e já muita “côsa”. O comentário aqui é sobre diretiva institucional e não sobre condutas pessoais tá!!??

Mas vamos ao que interressa! Fala Eng. Agronômo José Augusto Laus Neto. Até que falaste direitinho!


AJUDE A DEFENDER O PARQUE ESTADUAL DA SERRA DO TABULEIRO

A MOTOSSERRA CONTINUA FUNCIONANDO!

Já não bastasse a cara-de-pau de querer enfiar goela abaixo do povo catarinense o "Código de Destruição Ambiental" a tchurma do Luizinho Motosserra quer diminuir a área da maior Unidade de Conservação de Santa Catarina o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. E o pior, os estudos que subsidiaram a redefinição dos limites para a elaboração do Projeto de Lei foram feitos com recursos do PPMA - Programa de Proteção (?) da Mata Atlântica!!!! Ou seja com DINHEIRO DO POVO! Dinheiro nosso!!!!

Abaixo-assinado contra o Projeto de Lei nº 347.3/08, que reavalia e define os atuais limites do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro e institui o Mosaico de Unidades de Conservação da Serra do Tabuleiro e Terras de Massiambu, já circula na rede.

ASSINE E FAÇA A SUA PARTE (antes que seja tarde demais):
http://www.abaixoassinado.org/assinaturas/assinar/3184
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Só uma perguntinha (Perguntar não ofende né?): Será que esta área desmatada (e não é pequena não) há alguns anos atrás na região localizada entre Aratingaúba e São Luiz (Imaruí - SC) ao que fui informado dentro da área do PEST que pertencia (ou ainda pertence?) a um Deputado Estadual aqui da Região Sul do Estado ficará fora dos novos limites propostos?

No que será que deu a autuação da FATMA e a atuação do MP/SC? Vou assuntar melhor! Depois falo prá vocês. Mas parece que rolou uma câmera digital e algumas cestas básicas, além da necessidade de recuperação ambiental das APP's destruídas (nascentes, topo de morro, margem de rio, etc) ...parece que está em grau de recurso.

Fico tão indignado com estas coisas que não tenho nem paciência prá ler a decisão judicial. Apesar do esforço do MP/SC fica a impressão que o placar é: Motossera 1 X 0 Meio Ambiente!

03 dezembro 2008

É MELHOR SER UM ECO CHATO, DO QUE UM CHATO SEM ECO!


Li lá no Canga Blog gostei e repasso aos meus amigos.

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MELHOR CHATO DO QUE BANDIDO!

Pronto para ser aprovado, o novo Código Ambiental de Santa Catarina virou uma colcha de retalhos. Grandes grupos econômicos e do agronegócio estão pressionando e acertando o baralho com os seguidores de Luiz Henrique da Silveira. Tudo em nome do "desenvolvimento e do progresso" do Estado (deles).

Esta agressão planejada pelo governo faz mudanças fundamentais no antigo código e prepara o nosso estado para um novo desastre ambiental. Um exemplo é a mudança de 30 para 5 metros da ocupação da mata ciliar.

Mas o que mais impressiona é a capacidade dessa quadrilha de envolver pessoas, formadores de opinião e colocar a sua cachorrada a ladrar na imprensa em defesa destes crimes. Quem for contra é logo taxado de ecochato.

Talvez seja melhor ser chato do que bandido e corrupto.


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Comentário legal:

"Ecochato" é um termo que ainda pode ser usado. É bonitinho falar "Ecochato", pessoas de todas as idades, incluindo os mais jovens, chamam os defensores do meio-ambiente de Ecochatos. Vai chegar um tempo que este será um termo ridículo, sua utilização não vai entrar em nenhum contexto, pois medidas extremas de defesa da natureza serão a obrigação de todo ser-humano que queira preservar a vida na terra....

Mas, por enquanto, temos que ouvir este termo e fingir que achamos graça...

Abraço Canga..Carmelo Cañas

DINHEIRO PARA SOCORRER SANTA CATARINA É DESVIADO

Calma pessoal, isso ocorreu no aguaceiro que caiu no litoral catarinense em 1838.

Recebi do Germano Woehl Jr. este email que repasso aos amigos leitores.

Eu héin??!! Ainda bem que estamos no século XXI ....será???!!!

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CONSTA DA "MEMÓRIA HISTÓRICA DA PROVÍNCIA DE SANTA CATARINA", ESCRITA EM 1856, PELO MAJOR MANOEL JOAQUIM DE ALMEIDA COELHO E REEDITADA PELO IHGSC EM 2005.


"No ano de 1838, nos dias 9, 10 e 11 de março foi a Ilha, e toda a costa da Província acometida de um temporal de chuva e vento da parte de leste tão rijo, que abriu enormes rasgões pelos morros, quase toda a lavoura ficou rasa; todas quantas pontes haviam desaparecido; na capital rebentaram olhos d'água mesmo em terrenos muito elevados, algumas casas foram arrasadas e conduzidas ao mar pela força das águas; na Freguesia de Nossa Senhora das Necessidades, mais conhecida por Santo Antônio, desapareceu a casa, aliás bem construída, do tenente Joaquim José da Silva, e conjuntamente com ele ficou sepultada toda a sua família composta de onze pessoas; na Várzea do Ratones outra casa com a família de João Homem teve a mesma sorte; em outros lugares da província consta que houveram outras vítimas.

O mar tornou-se, em grande distância da terra, vermelho de muito barro que recebeu; e mal se viu boiar em algumas partes animais, ou a fortuna de muitos lavradores. Muitas famílias ficaram reduzidas à penúria e miséria. Embarcação houve no porto da cidade, que virou a quilha por cima.

No último dia, porém, permitiu a Suprema Providência que começasse a acalmar o temporal, e só assim porque a continuar por mais 48 horas, de certo apareceriam depois sobre a costa, especialmente da capital, só montões ou ruínas, e tal qual edifício. Mal se pode calcular o Prejuízo da Província, e menos julgar o valor das terras que se tornaram inúteis.

Por Decreto da Assembléia Legislativa da Província nº 89 de 07 de abril desse ano foi a Câmara Municipal da capital favorecida com um suprimento para remediar os estragos mais sensíveis; e o digno deputado à Assembléia Geral Jerônimo Francisco Coelho pode ali obter que o Governo Imperial mandasse repartir pelos habitantes, a quem o temporal reduzira a penúria, 40 contos de réis; infelizmente, porém, é sabido que só vieram 20 contos, e que estes mesmo tiveram outra aplicação, muito distinta daquela que foram destinados.".

SÓ DE SACANAGEM

Já que a sacanagem tá rolando solta, especialmente, "por toda Santa Catarina", apresento-vos para reflexão este vídeo.

Li algumas bobagens e li coisas boas sobre a tragédia ambiental que se abateu sobre nosso estado. Mas sempre me fica nas entrelinhas a sensação de estar sendo enrolado mais uma vez por nossas "otoridades". Especialmente pelas "pérolas" produzidas fico mais preocupado ainda! É tanta asneira sendo dita ....pelamordedeus!!

Anunciam um monte números de conta de banco pedindo dinheiro para as vítimas. Mas não sei não! Lembrei do Charles de Gaulle. Pensei melhor. Guardei os dez pila na carteira.

Peguei minha sacolinha de donativos e levei lá no Batalhão do Exército. Eu héin!!??


video

ANA CAROLINA - SÓ DE SACANAGEM!

02 dezembro 2008

Para cada morto na enchente uma cruz na praia do Costão do Santinho !

SENHORES TURISTAS OS 126 MORTOS DO ESTADO DE EXCELÊNCIA EM TURISMO LHE DÃO AS BOAS VINDAS AO COSTÃO DO SANTINHO!

Faça sua adesão a essa campanha

Turismo

O governador Luiz Henrique da Silveira instituiu este ano o Prêmio Beto Carrero de Excelência em Turismo. A escolha é feita pelo Conselho Estadual de Turismo, cujos membros são nomeados pelo governador Luiz Henrique. O resultado oficial foi anunciado esta tarde. Escolhido na categoria Personalidade? O governador Luiz Henrique. (blog do Moacir RBS)

Leio estarrecido que o governador (letra minúscula mesmo) Luiz Henrique Ich... Ich... Viajando da Silveira, criou o Prêmio Excelência e Turismo e que na versão 2008 o mesmo foi o agraciado. Aproveitando o momento de tragédia ambiental nada como o indiciado em crimes ambientais e preso pela Operação Moeda Verde, Fernando Marcondes Desmattos para presidir tal conselho e outorgar a premiação.

Já o empresário e sonegador fiscal Sérgio Murad (que o capeta cuide dele no inferno) não vai reclamar da homenagem que recebeu. Quem será que está pagando as divídas fiscais dele? O Dário Casvig Berger que concorreu e não levou, acabou de ganhar um lindo troféu e descarado nem foi buscar na Kibelândia, o Troféu Político Picareta da Ilha 2008. Meus amigos Damião e César Valente que já falaram bastante sobre essa merda, podiam criar o Prêmio Valmor de Lucca Excelência em Merda mesmo, já que somos líder em saneamento de merda.

Estou propondo outro evento que vai movimentar muito o turismo de Florianópolis no final de dezembro, dois dias antes do Natal.

Vamos cravar nas areias do Costão do Santinho dia 21 de dezembro (domingo , às 14:00 h) uma cruz para cada morto nessa tragédia climática de Santa Catarina.

Existe lugar mais apropriado? Acredito que não. Um lugar onde o respeito as leis e a impunidade para crimes ambientais jaz perene. Vai ser o grande evento de verão do Costão do Santinho. Vai bombar.

Entidades que queiram organizar o evento contem com minha colaboração e divulgação. Vamos divulgar em todo Brasil , quem sabe cada entidade ambientalista do Brasil mande uma cruz. Com certeza vai ter repercussão internacional. Não é o que o Casvig gosta? Será uma bela homenagem as vítimas deste desastre.

Fonte: Tijoladas do Mosquito Postado por Amilton Alexandre

Governador de Santa Catarina X São Pedro

Recebi dos meus amigos Fafá, Patrícia e Godinho. Grandes batalhadores das causas ambientais. À vezes solitários, mas nunca sozinhos na luta pela verdade!

E o pau continua pegando nos “Luizinhos” especialmente o “Motosserra”!

Democracia e juízo é isso mesmo!

Whisky importado, lagosta e camarão têm criado gente tôla .... né ô?

Abraço e ...A LUTA CONTINUA!!!

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O CINISMO DO GOVERNADOR DE SANTA CATARINA EM REDE NACIONAL

Canal Livre, madrugada de hoje, o governador de Santa Catarina, Sr. Luiz Henrique da Silveira, acaba de declar que as chuvas que caem no estado desde agosto foram as responsáveis pela catástrofe.

Que me lembre esse senhor, colocado em seu cargo pelo culto povo catarinense, em maio de 2001 participou da abertura do Seminário Mata Atlântica. Na ocasião, ainda na condição de anfitrião e prefeito de Joinville, bradou (como sempre) pela modificação da postura dos ambientalistas, os quais segundo ele atravancavam o desenvolvimento por impedirem a construção de barragens e se preocuparem em demasia com a Mata Atlântica.

Os tímidos protestos dos ambientalistas foram registrados pelo jornal A Notícia, de Joinville. Cinco anos depois (2006), já na condição de governador, veio a receber o Troféu Motosserra por sua (não) atuação na proteção das florestas do estado, dilapidadas durante seus anos de governo que se arrastam até hoje.

Uma investigação na internet e, possivelmente, nos arquivos da FATMA, Ministério Público e quem sabe da polícia, demonstrarão a rude relação desse infame cidadão catarinense com a questão ambiental. Que me reforcem a memória os amigos da FURB, execrados publicamente por tentarem criar um Parque Nacional na bacia do rio Itajaí.

Pois bem, o Sr. Luiz Henrique e seus asseclas, inimigos dos campos naturais e da Floresta Atlântica catarinenses, aparecem agora com olhar de consternação diante das câmeras querendo empurrar a culpa do que ocorreu para São Pedro. Deixem São Pedro em paz seus "hereges".

Certamente não são os únicos culpados, pois não foram precedidos por governos exemplares quanto à proteção ambiental. Mas, definitivamente, deveriam estar agora é se retratando pela evidente omissão. São, sim, co-responsáveis pela tragédia, pois por negligência ou dolo deixaram a bacia do Itajaí virar uma terra sem leis ambientais (Pobre Código Florestal ameaçado por um tal "Código Ambiental Estadual"), soterrando mais de 100 catarinenses, meus conterrâneos, cujas famílias terão ainda que conviver com as cínicas explicações dos governantes da "Moeda Verde". Será que algum conterrâneo vivo, companheiro de militância ambientalista, tentará resgatar a história de desmandos desse sujeito obtuso que deveria agora estar se retratando?

Salto Pilão, nascentes nas mãos da Klabin, Parque Nacional contestado (não é lá em Irani?), campos naturais retentores de água nas cabeceiras do Itajaí e Uruguai franqueados para uso agrícola, tudo consentido por esse governo que, inclusive, recebe dinheiro internacional para proteger a Floresta Atlântica. Até o ignorante Lula ao sobrevoar a tragédia se tocou do que aconteceu e deu explicações quase ambientalistas. Mas nós catarinenses sempre somos melhores que a média do Brasil: temos um governante ainda mais ignorante...

Um abraço e meus sentimentos de solidariedade às famílias que agora sofrem esse flagelo. Passei por situação semelhante em 1983.

Tom Grando.

01 dezembro 2008

Apelo público para uma discussão mais aprofundada sobre o Código Ambiental Catarinense

Hora de agir!

Abaixo-assinado para uma discussão mais aprofundada do Projeto de Lei do Código Ambiental de Santa Catarina.

Nós, abaixo-assinado, solicitamos aos senhores deputados catarinenses que suspendam a tramitação do Projeto de Lei nº 0238.0/2008, denominado Código Estadual de Meio Ambiente conforme os prazos divulgados: “apresentação de emendas – até 2 de dezembro e pronto para ‘ordem do dia’ em 17 de dezembro”.

Diante da catástrofe socioambiental acontecida e do grande número de manifestações contrárias ao projeto de lei nas audiências públicas por parte de técnicos, pesquisadores e ambientalistas, fazemos um apelo público para que se promova uma discussão mais aprofundada sobre o conteúdo e as conseqüências da referida lei que poderão agravar ainda mais a vulnerabilidade da ocupação humana e o equilíbrio ambiental.

www.comiteitajai.org.br/abaixoassinado/

Para ler mais sobre projeto de Código Ambiental e emitir sua opinião, acesse www.comiteitajai.org.br/blog

MATOU À PAU!!!

ESSA CHUVA PODE SER AVISO DO CÉU
Marcos Sá Corrêa
http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2039/artigo117703-1.htm
O governador de Santa Catarina, Luís Henrique da Silveira, finalmente se convenceu de que anda à solta por aí uma tal de desordem climática. Foi ela, pelo menos, a desculpa que o acudiu para definir o tipo de tragédia que derreteu encostas no Estado e matou dezenas de pessoas. É, governador, essas coisas acontecem.
Talvez sejam em vasta medida inevitáveis. Mas tendem a pegar mais pesado quem estava desprevenido. E, se estiver interessado em conferir o que quer dizer isso, pode folhear o Código Estadual de Meio Ambiente, que sob seu patrocínio está secando, mesmo debaixo de chuva, a caminho da Assembléia Legislativa.
Ele foi saindo cada vez mais torto, à medida que passava por audiências públicas. Pegou o mesmo tipo de resistência que, três anos atrás, defendeu Santa Catarina da criação de parques nacionais em lugares ainda abençoados por florestas de araucárias. Armou-se de dispositivos estranhos, senão agourentos, como a aprovação automática das licenças ambientais, se em 60 dias os técnicos não derem sua palavra final sobre projetos.
Tende a ser uma lei dura. Mas só é dura com aquilo que o governador já chamou na tevê de "oposição meio ambiental". Pode ser coincidência, mas o rascunho está cada vez mais parecido com suas idéias, e, principalmente, com suas idiossincrasias.
Mesmo com a chuva caindo, ele riscou qualquer menção à "vida aquática", na parte referente aos "recursos hídricos". Pois é, trata-se de abrir alas à construção de hidrelétricas. Ele nunca engoliu os argumentos que o impediram de autorizar, como queria, quando prefeito de Joinville, a instalação de uma usina na serra catarinense. E acredita, ou professa, que toda precaução é um instrumento do "medievalismo".
Como nunca esclareceu exatamente o que quer dizer com essa palavra, presume-se que não se trate da Idade Média original, a européia, marcada pela eliminação quase total das florestas no continente, pela transformação dos rios em esgotos fedorentos e por uma guerra milenar contra a fauna silvestre.
O europeu do século XX também se distingue de seus antepassados medievais por ter mais árvores. Ou pela prerrogativa de pescar em rios límpidos no centro de Estocolmo. E até por não dar mais a seus políticos o direito de fazer em público as declarações que o governador faz em entrevistas. Muito menos de governar um Estado que é recordista nacional de devastação da mata atlântica, em nome do "aproveitamento sustentável da natureza" e da ojeriza à "obtusidade".
Não adianta apontar para o céu. As chuvas podem fazer grandes estragos, mas dão e passam. Como nenhuma chuva chove dois mandatos, quase sempre há tempo de sobra para apagar os sinais deixados por sua passagem antes que venha a inundação seguinte. E as obras feitas aqui embaixo tendem a durar mais do que as pessoas que as deixaram.
E, na batida em que vai, o governador Luís Henrique está fazendo o possível para ser lembrado como o político que tomou posse de um Estado invejado nacionalmente pela beleza natural e passou para o sucessor um estado de calamidade pública.
Marcos Sá Correa é jornalista e editor da revista Piauí
O governador Luís Henrique faz o possível para ser lembrado como o político que passou para o sucessor um estado de calamidade pública.

Os responsáveis pela tragédia em Santa Catarina

Lí, gostei e assino embaixo e repasso!

Têm horas em que acho muito estranho o silêncio dos "ambientalistas" catarinenses com respeito ao no golpe contra o meio ambiente promovido pelo goveno do estado de Santa Catarina com o "apoio irrestrito" da "bancada ruralista" (ou seria oportunista?) da ALESC/SC (com suas devidas exceções é claro), denominado "Código Ambiental".

Este engôdo, esta irresponsabiliade e verdadeiro atentado contra a vida e contra o povo catarinense cobrará o seu preço e punirá os responsáveis. No tempo devido e na oportunidade certa.

Eleições ocorrem à cada dois anos na Pindorama! Vocês podem querer enganar uma parcela da população durante algum tempo mas, a mentira tem perna curta!

Jairo Viana
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Os responsáveis pela tragédia em Santa Catarina

O Governador de SC, o Sr. Luiz Henrique da Silveira, um reconhecido INIMIGO da Natureza, é um dos grandes responsáveis pela tragédia. Ele instituiu fez um Projeto de Lei que institui o Código do Meio Ambiente de Santa Catarina, vai além, e propõem matas ciliares de 5m de largura - um disparate técnico e jurídico.

Trajetória da imprevidência

As Áreas de Preservação Permanente (APP) criadas pela Lei nº 4.771 em 1965 definiram as matas ciliares com 5 metros na margem dos rios, e incluem ainda a preservação de encostas íngremes e topos de morros. Depois da fatídica enchente de 1983, e da necessidade de proteger a biodiversidade, o Código Florestal foi revisto, e as Matas ciliares passaram a 30 metros no mínimo. Mas onde o Rio Itajaí-Açu deveria ter mata ciliar com 100 metros de largura, a lei municipal de Blumenau é mais branda: 33 metros a 45 metros. Em Treze Tílias, o Plano Diretor previu apenas 3 a 5 metros.

As peculiaridades ambientais de Santa Catarina justificariam uma legislação própria. Por isto, o Projeto de Lei Federal nº 3517/2008, do deputado José Carlos Vieira (DEM-SC), elimina a exigência de observar os limites do Código Florestal, autorizando os Municípios a flexibilizar os limites técnicos. O Projeto de Lei Estadual nº 238/2008 de Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), institui o Código do Meio Ambiente de Santa Catarina, vai além, e propõem matas ciliares de 5m de largura - um disparate técnico e jurídico.

Em outra frente, a CPI das ONG's, do Senador Colombo (DEM-SC) instigou caçadores de eco-chatos, principalmente aqueles que agem no CONAMA e no Ministério do Meio Ambiente. Enquanto isto, a tríplice aliança impediu a criação de unidades de conservação federal, não conseguiu realizar o inventário florestal do Estado, nem promoveu pesquisas ambientais que dessem luz às propostas de mudança da Lei. E engavetou o projeto do ICMS Ecológico, do deputado Francisco de Assis (PT), que beneficiaria municípios que preservam mais o ambiente.

Em Florianópolis autorizações ilegais alvo da Operação Moeda Verde. E Santa Catarina liderando o desmatamento no Brasil em 2007. Vieram enchentes, arrasaram cidades, áreas rurais, ceifaram vidas, e tornaram discutível a governabilidade ambiental local. Mas é uma triste oportunidade de tomarmos coragem para agir: fortalecer o controle social na gestão ambiental, valorizar profissões especializadas em meio ambiente, investir nos órgãos públicos e pagar por serviços ambientais.

Sem as Áreas de Preservação Permanente, mas principalmente, de uma política ambiental séria , a força da natureza será sempre um castigo aos incautos.

Guilherme Floriani
Engenheiro Florestal
Lages - Santa Catarina

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SAPATINHO LIMPO héinn!!??? (já a cueca....!!???)


Cometário em: http://deolhonacapital.blogspot.com/
Tópico: A VONTADE DE AJUDAR
Publicado por Cesar Vaente às
13:38 - 27/11/2008

Ave Cesar....

"Nós podemos desrespeitar a lei dos homens, mas nunca as leis da natureza." (Júlio Verne)

Luiz XV e seu “séqüito ruralista”, atendendo à poderosa agroindústria catarinense (que elege muitos políticos catarinenses) e, fazendo de bobos e massa de manobra os produtores rurais, vão empurrar goela abaixo do povo catarinense o hilário “Código Ambiental de Santa Catarina” que quer diminuir as áreas de Preservação Permanente.

Justamente nestas áreas, sob o manto da impunidade e falta de controle do Poder Público, é que, a grande maioria das vítimas fatais ocorreram, nesta tragédia anunciada. Ocorrerão outras, mortes e tragédias.

Chegará o dia em que se responsabilizará civil e criminalmente os agentes públicos municipais (principalmente) que permitem, cobram impostos, deixam ligar energia elétrica e água em edificações erguidas em áreas em que, além das restrições da legislação ambiental, a Lei do Parcelamento do Solo Urbano (Lei n º 6.766/79 – art. 3º) proíbe.

Enquanto isto nossas “otoridades” (nos três níveis) mantém o couro alemão de seus sapatos, lustrado e limpos! Sem uma séria coordenação entre Defesa Civil Nacional e Estadual, com a instalação permanente de um Gabinete de Crise, com a participação efetiva e com agilidade das Forças Armadas e PM/SC, a solidariedade continuará sendo a melhor arma contra as tragédias.

Nós, o povo, pagando a conta através de uma das maiores cargas tributária do planeta! E eles ainda anunciam número de conta bancária para depósito???!!! Peguem o meu que já está aí ...e o utilizem com parcimônia por favor....sem sacanagem e sem roubalheira!

Fui lembrar de outro francês metido: o Charles De Gaulle ....olhó ...lhó!!!

Jairo Viana
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IRRESPONSABILIDADE MATA
O comentário é de Rogério Gentile e publicado pelo jornal Folha de S. Paulo, em 01/12/2008.
Só para assinantes:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0112200803.htm

"As pessoas precisam morar." A declaração é do coordenador da Defesa Civil de Santa Catarina, major Márcio Luiz Alves, e foi proferida (ou cuspida) após ser questionado pelo repórter Evandro Spinelli sobre as ocupações irregulares no Estado e a falta de fiscalização.
A causa da tragédia catarinense não é a chuva, mas a irresponsabilidade de quem permitiu que milhares de pessoas vivessem em locais perigosos, nas encostas dos morros ou nas várzeas dos rios. A maioria dos mortos não foi vítima da água, mas, sim, da terra ou do tijolo que caiu sobre suas cabeças. Era obrigação do poder público mapear as áreas de risco, combater o desmatamento nos morros, fazer obras de prevenção onde isso era possível ou simplesmente impedir a ocupação onde não era.
Nada foi feito, apesar dos "avisos" freqüentes: só na cidade de Blumenau foram 32 inundações em 24 anos (1980-2004). Como já dizia Joelmir Beting na Folha, em 1983, ao tratar em sua coluna do impacto econômico das enchentes no Sul, a "natureza não se defende, apenas se vinga". Rio enche em Itajaí, em Paris ou na China. Sempre foi assim, sempre será. Inundação ocorre quando o homem ocupa o reservatório natural da cheia. Como em São Paulo, cidade que teve a brilhante idéia de construir seu mais importante sistema viário -as marginais- na beira dos rios Tietê e Pinheiros.
O próprio coordenador da Defesa Civil catarinense não nega que a ocupação irregular ajudou a potencializar riscos e que houve falha de fiscalização. "Qualquer um sabe que não pode ocupar as áreas, que tem de tirar a população", afirma. Apesar disso, no que deveria ser considerado como seu pedido de demissão, completou: "Quero ver quem é que vai fazer".
Major, é isso mesmo, alguém tem de fazer.

Educação Ambiental na TRAGÉDIA EM SANTA CATARINA - Fatos IMPRESSIONANTES



Hoje, sábado, 29/11/2008, continua chovendo muito aqui, em Jaraguá do Sul (SC). Mesmo assim, agora pela manhã, foram atendidos (com guarda-chuvas) duas turmas de professores do projeto (educação ambiental) em andamento - os professores insistiram para não cancelar. Usamos uma área de mata primária (virgem) com árvores gigantescas e centenárias que fica no centro de Jaraguá do Sul, que é plana e bem segura, às margens do rio que corta a cidade (propriedade particular do presidente do conselho diretor do Instituto Rã-bugio - ex-diretor da empresa WEG S.A).

Soubemos que o Governo de SC acabou de decretar o fim do ano letivo em SC nas áreas atingidas. Chove quase todos os dias desde o início de novembro. Foi uma pena porque nossa agenda estava lotada de escolas de outros municípios inclusive (com as despesas de transporte por conta deles). Mas voltarão depois da mesma maneira, com certeza.

Ainda não há previsão de quando poderemos chegar ao Centro Interpretativo da Mata Atlântica (CIMA), local de mata atlãntica preservada, onde atendemos as escolas nas atividades de interpretação de tilhas, pois há dois grandes desmoronamentos, um com uma estimativa de 90 mil toneladas de terra e outro com 50 mil toneladas obstruindo as avenidas bem próximo do acesso ao CIMA (ver foto anexada da área do CIMA em 28/05/2005, a seta amarela indica onde foram construídas as instalações – área total do terreno 40,6 hectares).

A ocupação das encostas é um dos principais temas que abordamos (educação ambiental). A gente levava os professores para alguns locais com este problema bem evidente, que não eram difíceis de serem encontrados. Agora, então, nem se fala. Teve 250 deslizamentos de encostas em Jaraguá e qualquer morador vê um no entorno de sua casa, senão no próprio quintal. Teve até 3 escolas parcialmente destruídas.

Para vocês terem uma idéia do problema da explosão demográfica em Jaraguá do Sul e da ocupação das encostas, de acordo com o censo do IBGE, em 1980 a população era de apenas 31 mil habitantes. Em 2007, saltou para 130 mil. São 100 mil pessoas em 27 anos!!!!! A população mais que quadruplicou (de 31 mil saltou para 130 mil!!!). Em Blumenau, que fica a 40 km, em 1980 a população era de 144 mil e saltou para 293 mil em 2007, ou seja mais que dobrou. Ja em Guaramirim, município vizinho de Jaraguá do Sul, em apenas 5 anos a população saltou de 20 mil habitantes para 30 mil (censo IBGE 2007).

Todas as mortes de Jaraguá do Sul ocorrem bem perto do CIMA. Nove pessoas morreram no desmoronamento que soterrou suas residências a menos de 100 metros do acesso (foi 4 horas da madrugada de domingo – estavam todos dormindo). Entre elas, estava a Assistente Social da Prefeitura e também uma adolescente de 13 anos. Seguem anexadas as imagens de outro desmoronamento a 300 metros da entrada, que pegou duas lojas de carros e fez também mais uma das vítimas. E também de outra residência próximo (3 mortes).

Estes dois desmoronamentos colossais ocorreram em uma avenida construída não faz muitos anos. Foi para melhorar o trânsito, pois trata-se do início de uma RODOVIA que liga Jaraguá do Sul a POMERODE/Blumenau que foi engolida pela expansão urbana (pelo vigoroso desenvolvimento econômico de Jaraguá). Então, para duplicar o trecho, eles rasgaram uma cota mais acima do morro. Na época, durante as obras do traçado desta avenida, tiveram que explodir uma gigantesca rocha de granito (ali é Serra do Mar), exatamente no local que desmoronou matando 9 pessoas.

Em seguida, as pessoas (classe média) construíram suas belas casas às margens desta nova avenida (em terrenos supervalorizados, obviamente). Acho que nem é preciso dizer que esta rocha poderia estar segurando toda a encosta naquele ponto (agora que perceberam). E são estas 90 mil toneladas de terra, rochas e escombros que estão obstruindo a avenida.

Nosso maior desafio agora não é chegar no CIMA, mas conseguir convencer a sociedade de que esta tragédia é um problema ambiental e diretamente relacionado com a devastação da Mata Atlântica, sendo uma das conseqüências do avanço ao sinal vermelho.

Germano Woehl Jr.

Instituto Rã-bugio para Conservação da BiodiversidadeRua Antonio Cunha, 160 - Sala 25
Jaraguá do Sul - Santa Catarina CEP 89256-140